As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção
única nesta segunda-feira (18), ainda sob influência de preocupações com a
desaceleração da China e a tendência de fraqueza dos preços do petróleo. Os
mercados chineses encerraram o dia no azul, após novas medidas do PBoC (o BC
chinês) e dados favoráveis sobre o setor imobiliário, mas o dia foi de bastante
volatilidade.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,45% hoje, a 19.237,45
pontos, pressionado pelo setor de energia, que teve queda de 2,5%, enquanto na
Coreia do Sul, o Kospi ficou praticamente estável em Seul, com baixa marginal
de 0,02%, a 1.878,45 pontos. No mercado taiwanês, por outro lado, o Taiex
registrou alta moderada de 0,6%, a 7.811,18 pontos, recuperando-se de um início
de sessão fraco.
Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,4% hoje, a
2.913,84 pontos, depois de sofrer um tombo de 3,6% no pregão anterior e entrar
em "território baixista", ao acumular perdas de mais de 20% em
relação a sua máxima mais recente. O Shenzhen Composto, de menor abrangência,
avançou 1,9%, a 1.830,33 pontos, apagando parte da desvalorização de 3,4% vista
na sexta-feira.
Os mercados chineses tiveram mais um pregão volátil, mas a
tendência positiva prevaleceu após o PBoC anunciar que vai cobrar um
compulsório sobre depósitos onshore em yuans de bancos estrangeiros envolvidos
em negócios com a moeda chinesa no chamado mercado offshore, ou seja, em Hong
Kong. Em comunicado, o PBoC informou que o compulsório será elevado de zero
para "níveis normais" a partir de 25 de janeiro, sem especificar a
taxa. Para a maioria dos bancos chineses, o compulsório costuma ser de 17,5%.
Já no mercado onshore, em Xangai, o PBoC orientou hoje o yuan
para cima frente ao dólar, por meio de sua taxa de paridade diária. Com isso, o
dólar fechou a sessão desta segunda em baixa de 0,1%, a 6,5793 yuans.
Além disso, os últimos dados sobre preços de novas moradias
nas 70 maiores cidades chinesas mostraram que o setor imobiliário doméstico
continua se recuperando. Em dezembro, os preços subiram 0,20% ante novembro,
marcando o oitavo aumento consecutivo. Na comparação anual, os preços avançaram
0,24%, revertendo queda de 0,40% vista em novembro.
A melhora vista nas bolsas da China, porém, poderá durar
pouco. Na virada de hoje para amanhã, serão divulgados vários indicadores
relevantes do gigante asiático, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) de
2015. Investidores estimam que o PIB chinês cresceu em torno de 7% no ano
passado, no ritmo mais fraco em um quarto de século.
Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom negativo de Hong
Kong, com as perdas também puxadas pelo setor de energia. O S&P/ASX 200,
que reúne as ações mais negociadas em Sydney, recuou 0,7%, a 4.858,70 pontos. O
índice australiano acumula desvalorização de cerca de 19% desde sua máxima mais
recente, aproximando-se de território baixista. No setor petrolífero, a Santos
caiu 8,36%, a Oil Search perdeu 5,06% e a Woodside Petroleum cedeu 2,59%.