As expectativas dos
analistas para a economia brasileira continuam a se deteriorar e eles já não
mais esperam crescimento em 2015, conforme o boletim Focus, do Banco Central.
Na edição do boletim de segunda-feira (09/02), a
mediana das estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) saiu de crescimento
de apenas 0,03% para zero. Se realizado, será o pior desempenho do PIB desde
2009, quando houve queda de 0,3%. Há quatro semanas, a expectativa era de
crescimento de 0,40%.
A produção industrial também foi revista para
baixo, de aumento de 0,50% para 0,44%. Há um mês, a projeção era de crescimento
de 1,02%. Além de uma herança negativa deixada por 2014, quando a produção caiu
3,2%, a indústria ainda pode ser mais prejudicada por um eventual racionamento
de energia. Reportagem do Valor publicada na segunda-feira mostra que uma
medida como essa teria efeito mais drástico do que ocorreu em 2001, quando
havia "gordura" para queimar, ou seja, uma racionalização de consumo
agora seria menos eficiente.
Uma expectativa de racionamento, ainda que ele
não ocorra, também tem impacto sobre a confiança das famílias e outros agentes
privados. As expectativas melhoram para 2016. Os analistas esperam crescimento
de 1,50% no PIB e de 2,50% na produção industrial. Ambas as estimativas foram
mantidas.