A
inadimplência do consumidor em janeiro de 2015 foi 0,2% menor que em dezembro
passado, beirando à estabilidade, de acordo com dados nacionais da Boa
Vista Serviços S/A. Já na comparação
dos valores acumulados em 12 meses (variação entre o acumulado desde fevereiro
de 2014 até janeiro de 2015 contra fevereiro de 2013 até janeiro de 2014) houve
elevação de 0,5 pontos percentuais, atingindo 2,8% nesta última aferição. Na
comparação interanual (contra janeiro de 2014), o indicador apresentou elevação
de 4,8%.
O valor médio das
dívidas vencidas e não pagas dos consumidores, incluídas em janeiro de 2015,
foi de R$1.139,90, após ajustes estatísticos.
Apesar
da avaliação mensal ter demonstrado estabilidade, a tendência de longo prazo –
avaliada pelos valores acumulados em 12 meses – continuou apresentando
elevação, fato que deverá ser acompanhado mais cautelosamente nos próximos
meses. Entretanto, até o momento o indicador oficial de inadimplência divulgado
pelo Banco Central (referente à categoria de recursos livres destinados ao
consumidor) tem se mostrado estável, enquanto os atrasos (para a mesma linha de
crédito) apresentou importantes recuos. A expectativa da Boa Vista Serviços S/A
é de que ao final de 2015 os registros de dívidas de consumidores fiquem ligeiramente
acima do patamar de crescimento registrado em 2014, em torno de 3%. Para a taxa
de inadimplência oficial, a expectativa é de 6,9% de inadimplência do total de
recursos do sistema.
Regiões
Na análise
regional, o resultado mensal na série com ajuste sazonal apresentou a seguinte
configuração: Sul (-4,4%), Sudeste (-1,5%), Centro-Oeste (+0,1%), Norte (+3,0%)
e Nordeste (+6,5%).
Varejo
Quando considerado
apenas o setor de varejo, subconjunto do indicador geral, o indicador nacional
registrou alta de 6,0% em janeiro, quando comparado ao mês anterior,
descontados os efeitos sazonais. Mantida a base de comparação, houve alta em
todas regiões com exceção Sul, que caiu 1,9%. As demais regiões ficaram
configuradas da seguinte maneira: Nordeste (+8,8%), Norte (+7,6%) Centro-Oeste
(+7,2%) e Sudeste (+6,3%).